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POEMA DA CRIAÇÃO | Maçãs de Ouro

POEMA DA CRIAÇÃO

POEMA DA CRIAÇÃO

Deus tomou a redondeza da lua, e a ondulação da serpente; o entrelaçamento da trepadeira e o tremer da erva; a esbeltes do caniço e a frescura da rosa; a singeleza da folha e o aveludado do pêssego; o olhar languido da corsa e a inconstância da brisa; o pranto da nuvem e a alegria do sol; a timidez da lebre e a vaidade do pavão; a macies da penugem que guarnece a garganta dos pássaros e a dureza do diamante; o sabor do mel e a crueldade do tigre; o gelo da neve e o calor do fogo; o cacarejar do galo e o arrulho da pomba; misturou tudo isso e criou a MULHER.

Ela era graciosa e sedutora! E, achando a mais bela que a íbis e a gazela, Deus, orgulhoso da sua obra, admirou-a e deu-a de presente ao HOMEM.

Oito dias depois, o homem bastante confuso, procurou Deus e disse-lhe: “Senhor, a criatura que me deste de presente, envenena minha existência; tagarela sem cessar; lamenta-se a propósito de tudo; chora e ri ao mesmo tempo; é inquieta, exigente e melindrosa; está sempre me importunando e não me dá um instante de sossego. Suplico-te Senhor, chama-a de volta para ti, pois não posso viver com ela”. E Deus paternalmente retomou a mulher.

Passado oito dias, o homem voltou a procurar por Deus: “Senhor, minha vida é uma solidão desde que restitui aquela criatura. Ela cantava e dançava na minha frente. Que suave expressão tinha ela, quando me olhava de lado, sem voltar a cabeça. Ela brincava comigo, e não há fruto mais delicioso, de nenhuma árvore no Paraiso, que se compare às suas caricias! Imploro que me devolvas! Não posso viver sem ela!” E Deus, bondosamente, devolveu-lhe a MULHER.

Passaram-se mais oito dias, e Deus franziu o cenho, vendo surgir o homem que empurrava a MULHER, dizendo: “Senhor, não sei como isso acontece, mas a verdade é que essa criatura me dá mais aborrecimento que prazer. Fica com ela, que não a quero mais”!

A tais palavras o Senhor disse-lhe: “HOMEM, regressa à tua casa com tua companheira e aprende a suportá-la. Se a aceitasse de volta, daqui a oito dias tu virias de novo a importunar-me para reavê-la. Vai, leva-a contigo”!

E o HOMEM, retirou-se resmungando: “Como sou infeliz! Duplamente infeliz! Porque não posso viver com ela e não posso viver sem ela”!

(autor desconhecido)